sexta-feira, 22 de junho de 2012

O drama de Toninho Anaconda

Mulher pede indenização na justiça por ter casado com homem de pênis pequeno

Mulher pede indenização na justiça por ter casado com homem de pênis pequeno
Karla Dias Baptista, 26 anos, advogada e residente no município de Porto Grande no Amapá decidiu processar seu ex-marido por uma questão até então inusitada na jurisprudência nacional. Ela processa Antonio Chagas Dolores, comerciante de 53 anos, por insignificância peniana.
Embora seja inédito no Brasil os processos por insignificância peniana são bastante frequentes nos Estados Unidos e Canadá. Esta moléstia é caracterizada por pênis que em estado de ereção não atingem oito centímetros. A literatura médica afirma que esta reduzida envergadura inibe drasticamente a libido feminina interferindo de forma impactante na construção do desejo sexual.
O casal viveu por dois anos uma relação de namoro e noivado e durante este tempo não desenvolveu relacionamento sexual de nenhuma espécie em função da convicção religiosa de Antonio Chagas. Karla hoje o acusa de ter usado a motivação religiosa para esconder seu problema crônico. Em depoimento a imprensa a denunciante disse que “se eu tivesse visto antes o tamanho do ‘problema’ eu jamais teria me casado com um impotente”.
A legislação brasileira considera erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge quando existe a “ignorância, anterior ao casamento, de defeito físico irremediável, ou de moléstia grave”. E justamente partindo desta premissa que a advogada pleiteia agora a anulação do casamento e uma indenização de R$ 200 mil pelos dois anos de namoro e 11 meses de casamento.
Antonio que agora é conhecido na região como Toninho Anaconda, afirma que a repercussão do caso gerou graves prejuízos para sua honra e também quer reparação na justiça por ter tido sua intimidade revelada publicamente. O fato é que se o gato não come o bife. Ou o gato não é gato. Ou o bife não é bife.
Fonte: Revista Nova

quarta-feira, 20 de junho de 2012

DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA


Os exércitos de Irã, Rússia, China e Síria se reúnem nas próximas semanas para o maior exercício militar conjunto já realizado no Oriente Médio

Baby Siqueira Abrão*
Correspondente no Oriente Médio

E lá vamos nós, mostrar pros xerifes do mundo que ainda podemos chamar o ladrão...


As investidas de Estados Unidos, Israel e OTAN contra a Síria e o Irã parecem ter esgotado a paciência das potências mundiais que estão do “outro lado” no espectro político mundial.

Porta-aviões e lança-mísseis Almirante Kusnetzov
Depois de resistir ao assédio de estadunidenses e israelenses, que defendem ações militares na Síria e no Irã – mais ou menos nos moldes daquelas que a OTAN fez para destruir a Líbia e que ainda custa a vida de milhares de civis – Rússia e China decidiram dar demonstrações de força. E para isso nada melhor do que unir-se a dois dos países que, no Oriente Médio, não se colocam sob as ordens dos Estados Unidos – e que são penalizados por isso, com sanções ao Irã e desestabilização política, social e econômica na Síria, palco de massacres que comovem e revoltam o mundo.

Destróier anti-submarino  e lança-mísseis russo Sovremenny
Se as potências ocidentais tomarem a Síria e o Irã, China e Rússia sabem que serão os próximos alvos. Ao menos é esse o roteiro traçado pelos serviços secretos de EUA e Israel muito antes da chamada Guerra ao Terror, cujo lançamento oficial aconteceu dias depois da queda das torres gêmeas e da torre 7 do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. E ao menos é essa a informação repassada por ex-funcionários graduados da CIA e analistas políticos com acesso a fontes importantes dentro das agências de inteligência do Ocidente.

Porta-aviões passando
pelo Canal de Suez
Os exercícios militares (wargames) dos quatro países orientais acontecerão na costa e em território sírio. Serão 90 mil soldados entre pessoal de mar, ar e terra, além de unidades de defesa aérea e de lançamento de mísseis, de acordo com a agência iraniana de notícias FarsNews.

O Egito dará apoio estratégico permitindo a passagem de 12 navios de guerra chineses pelo Canal de Suez, que devem aportar na Síria em duas semanas.

Na mesma data chegarão ao país árabe navios de guerra, submarinos atômicos e destroyers russos, além de navios e submarinos iranianos.

Um número estimado em mil tanques e 400 aviões também participará dos exercícios.

Se eles fizerem o governo israelense tremer, já estará de bom tamanho. Quem sabe assim o primeiro ministro Benjamin Netanyhau, seu gabinete e os parlamentares de direita parem de insistir no ataque ao Irã e resolvam deter também a atual investida contra os palestinos. Afinal, tanto eles como Barack Obama e a direita estadunidense saberão que não reinam sozinhos no planeta Terra.



Baby Siqueira Abrão*
Brazilian journalist - Middle East correspondent
00 xx 972 59 857-4459 or 00 xx 972 54 885-1944 (international calls)
Skype ID: alo.baby
P. O. Box 1028, Ramallah, West Bank

MISSÃO CUMPRIDA ERUNDINA

Absolutamente ridícula a atitude de Luiza Erundina, primeiro topando e depois desistindo de uma candidatura que jamais a interessou. Se a ideia era ajudar Serra, missão cumprida. Há grande júbilo tucano pela atitude dela. Por que será? Preocupação com a integridade programática do PT, certamente não há de ser. Ou, quem sabe, prazer de ver o adversário em crise?
É de um farisaísmo repulsivo essa conversa de que o PT "trai" o que quer que seja, ao aliar-se ao PP em São Paulo. O partido estava praticamente fechado com o PSDB e ninguém dizia nada, não havia questão ética alguma - como se Maluf não fosse adversário histórico também dos tucanos. Bastou o PT passar a perna no PSDB e temos um coral de moralismo, a nos recordar o que é virtuoso na política.
Vá em paz, Erundina. Fique em paz com a sua consciência, se trabalhar pelos tucanos de São Paulo é algo que a tranquiliza.

Gabriel Priolli Netto, São Paulo-SP, 28/fev/1953 - Jornalista, professor, apresentador e diretor de televisão. Graduado pela Escola de Comunicações e Artes, da USP.  Prêmio Esso de Jornalismo de 1988.

domingo, 10 de junho de 2012

Querem intrigar Marta com Haddad. Conseguirão?

Por: Helena Sthephanowitz

A intriga do momento no processo pré-eleitoral paulistano é a tão falada ausência da senadora Marta Suplicy (PT-SP) no encontro petista que lançou a campanha Fernando Haddad (PS-SP) como pré-candidato a prefeito. Mas há uma leitura simplista feita na velha imprensa de toda essa história, que é derrubada pela boa análise política do processo, desde escolha do candidato até o papel da senadora na campanha municipal.
São Paulo, por haver uma hegemonia do PSDB nos últimos anos, no governo do estado e no da capital, quem está na oposição, como é o caso do PT, precisa de estratégias políticas diferentes das tradicionais. O quadro se agrava quando a metrópole é, talvez, a que sofre maior influência da imprensa nas eleições. A cidade é sede dos jornais Folha de São Paulo e Estadão, além da revista Veja, todos com simpatia pelo tucanato. O mesmo ocorre com a sucursal da TV Globo. É também a cidade sede da Febraban (Federação dos Bancos) e da Fiesp (Federação das Indústrias), e onde a Associação Comercial, controlada há anos por pessoas ligadas ao DEM/PSD, tem uma atuação política marcante.
É a eleição onde o poder econômico tem maior peso. E é onde tucanos, junto ao DEM/PSD, controlam a máquina da prefeitura desde 2005, e o governo do estado desde 1995. Neste quadro, tem restado ao PT a posição de segunda força nas últimas eleições. Diante disso, é sensato o PT ter buscado para candidato quem tenha o perfil mais adequado para enfrentar esse quadro complexo.
Do ponto de vista interno ao petismo, não haveria divergências programáticas entre os postulantes a candidatos. Qualquer nome que fosse escolhido teria as mesmas bandeiras para carregar e os mesmos compromissos a apresentar à população. Para o público interno petista, não faria diferença se a candidata fosse Marta ou se é Haddad, salvo preferências de correntes políticas ou pessoais. A questão é o eleitorado externo, fora do PT.
Desde 2004, os conservadores paulistanos, a velha imprensa dominante e a máquina de campanha tucana desenvolveram uma tecnologia de desconstruir a imagem de Marta para boa parte do eleitorado, o que a levou a terminar eleições em segundo lugar em três eleições, apesar de sempre ter votações expressivas: em 2004 e 2008 para prefeita, e mesmo em 2010 para o Senado (a bem azeitada máquina partidária tucana conseguiu a façanha de levar Aloysio Nunes ao primeiro lugar na capital).
Com esse quadro, um nome que represente novidade para o eleitorado, como o de Haddad, pode ser o fator surpresa que desarranja toda a estratégia de campanha tucana. Contra Haddad, os tucanos ainda não encontraram um discurso que funcione.
Junte-se a isso a escolha dos tucanos pelo candidato José Serra, o mais desgastado dos candidatos, com rejeição alta, e uma carreira política cercada de episódios desabonadores abafados por uma imprensa dócil e que, graças à internet, estão vindo ao conhecimento do grande público.
O contraste entre a novidade Haddad e a repetição do candidato Serra, pode ser o que faltava para despertar no paulistano o entusiasmo com a experiência de alternar o poder. São Paulo continua com os mesmos problemas das ultimas eleições, sem que as administrações tucanas e do DEM tenham dado respostas satisfatórias, apesar das promessas se repetirem em todas as eleições.
Outro contraste evidente é o entusiasmo e idealismo do candidato Haddad com o desafio de governar a maior metrópole do Brasil, diferente de José Serra, que há pouco tempo dizia que já fora prefeito e governador, por isso não tinha motivação para ser novamente. Dizia que seu interesse era nacional, em persistir na tentativa de chegar à presidência da República em 2014. Voltou atrás por conjuntura, e não por idealismo, nem desejo de ser prefeito, pelo contrário, parece mais tratar a prefeitura como um sacrifício a ser enfrentado para buscar mais adiante a almejada presidência.
Por ter esse perfil é que se compreende a escolha política do PT pelo nome de Haddad, ao contrário do que dizem sobre mera escolha pessoal do ex-presidente Lula. É difícil acreditar em "dedaço", sem que tenha havido avaliação política interna entre as lideranças petistas,  trançando cenários sobre as chances de êxito de cada postulante a candidato, e a decisão tenha sido sobre quem avaliaram ter melhores chances.
Sobre a senadora Marta Suplicy, como uma das maiores lideranças paulistas do PT, é compreensível que tenha algumas arestas a serem aparadas dentro de seu partido, que busque mais espaço político por ter renunciado à disputa; mas não tem a menor lógica imaginar que ela se omitirá da campanha municipal nos momentos decisivos;
Isso porque existe uma bancada de vereadores ligada a ela, cujo apoio da senadora será de grande valia para se eleger, e ela não negará esse apoio, até para manter sua liderança política e suas bases para as próximas eleições;
E se Haddad vencer na capital, Marta também ganha, pois as resistências de parte dos paulistanos ao petismo terá sido vencida, o que abre horizontes mais amplos para todas as lideranças do PT paulista nas próximas eleições.
Por isso ou é intriga ou é simplismo as análises na imprensa sobre rachas ou dissidências no PT paulistano.